10 de outubro de 2011

AUSÊNCIAS



                                                          
                                     Tenho ausências
                                     Do mundo e de mim,
                                     Tenho carências
                                     De odores, de flores, de amores ...
                                     Tenho dores
                                     No corpo e na alma,
                                     E esta se perde na calma
                                     Indesejada e nada ansiada,
                                     Cansada de voar


                                     Onde estão os meus sonhos,
                                     Roubados, falidos, temidos?
                                     Onde foi minha voz,
                                     Que não chama, não clama, não grita?
                                     E os rabiscos traçados
                                     Tantas vezes repassados
                                     Da rota perfeita?


                                                             


                                    Tiro certo, no escuro,
                                    Me abate,
                                    Mas fugi do combate?
                                    Ou é esse um embuste da vida
                                    Pra fazer que eu reflita
                                    E que aflita levante
                                    Para a nova alvorada,
                                    Pra que marque presença
                                    Em outra jornada?


                                   Jardineira não sou
                                   Mas eu posso plantar
                                   Navegante não sou
                                   Mas eu posso remar
                                   Duas asas não tenho
                                   Mas ainda posso voar
                                   Porque, então, sigo a esmo
                                   Pra que, então, reclamar?




                                                    
                                   Vou sair do marasmo
                                   E para a vida voltar...
                                   Sem ausências!


                                                                         (Marilene)


Imagens tiradas da internet. Se, inadvertidamente, estiver ferindo direitos, gentileza comunicar,
para imediata correção.

43 comentários:

  1. Oi flor passando para deseja uma semana iluminada e obrigada pelo carinho de sempre em meu blog, beijos iluminados e doces pra ti :)

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  2. Mari, após as dúvidas, vieram as certezas amarradas em belas fitas cor-de-rosa, que tudo enfeitam, tudo acalmam, tudo prometem.Poema-revelação, rima e ode à superação.
    Lindo como tudo por aqui.
    Bjos,
    Calu

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  3. Boa noite!

    "Louvem ao SENHOR pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens."
    (Salmo 107:31)

    Que o Senhor lhe cubra de bênçãos e lhe conceda uma semana de paz!

    Blog Yehi Or!
    htto://www.hajalluz.blogspot.com

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  4. Que gostoso ler seus poemas, Marilene!
    E continuo com a mesma opinião sobre gravar um, e deixar aqui no seu blog...
    Bem, claro que você é que deve concluir, desculpe-me a repetição, ok??
    Mas falando de outro assunto, você está convocada a vir em meu blog Botões de Madrepérola, pois tenho algo pra você lá..e me sentirei muito feliz e honrada caso aceite.
    Um beijo,
    Graça Lacerda

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  5. Já vi que falhei alguns poemas. :( A Marilene consegue parar qualquer um com as suas palavras……com os seus poemas. Palavras que vêem de dentro de si. Consigo sentir a autenticidade, o sentimento, quase os cheiros. Só se consegue escrever assim sentindo de verdade…Bjs

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  6. É a melhor solução.
    Um grande bj querida amiga

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  7. As vezes amar é tão cômodo que quando da ausência procuramos nos sonhos fazer voltar a ser tão real quanto nos sonhos como era na realidade. Mil beijinhos com ternura amiga Marilene. Gratíssima por sua presença nobre e gentil. Luciana Goyaz.

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  8. Um final perfeito em teu poetar,sair do marasmo e para a vida voltar...
    bjs

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  9. Como todos que ja li aki,perfeito!
    Beijokas e linda noite Marilene! :)

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  10. OLÁ MANA,
    Seu poema é lindo!
    Destaco os versos abaixo, que trazem a solução
    perfeita para as ausências:

    "Jardineira não sou
    Mas eu posso plantar
    Navegante não sou
    Mas eu posso remar
    Duas asas não tenho
    Mas ainda posso voar
    Porque, então, sigo a esmo
    Pra que, então, reclamar?

    Vou sair do marasmo
    E para a vida voltar...
    Sem ausências!"

    Beijos.

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  11. Minha linda amiga!
    Vim agradecer os elogios que depositastes sobre a minha pessoa lá no blog da Emíliana e no meu blog tbm.Fiquei tão emocionada que falar de agradecimento é muito pouco.Mas se eu falar de gratidão com certeza minha alma se iluminarar de amor,e eu poderei clarear a alma de muita gente...
    Grata querida pelas palavras lindas!
    Deus te abençõe sempre!

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  12. Estou presente para ler esse seu texto, e mãos à obra, porque você faz os seus textos com todo o esmero. Um abraço, Yayá.

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  13. Olá, Marilene. Obrigada pela visita e seu carinhoso comentário. Adoro passar por aqui e admirar seus belos poemas!Perfeito amiga, Vou sair do marasmo e para vida voltar... sem ausência! Há momentos que é necessário tomarmos essa atitude. Bjos mil e todo meu carinho!

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  14. Ausências são lapsos de tempo não vivido...
    Há que regressar à vida, vivê-la!
    Muito bonito como sempre!
    Beijo Marilene, fique bem

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  15. Querida caminhei com tuas palavras do início ao fim e restou a certeza que somos e seremos sempre aguerridas em busca de nosso lugar ao sol.Fantástico teu poema!!! Amei.
    Tenha um dia abençoado.Felicidades sempre.Bjs Eloah

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  16. Não és jardineira?
    Pois para mim plantas flores -poesias como poucos.

    Beijinho amada

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  17. Acredito que todos nós carregamos essas ausencias, esses vazios pela vida, o importante é saber reconstruir,,,é replantar o jardim....beijos de bom dia pra ti querida.

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  18. Bom diaaaaa minha flor do dia!
    Que perfeição de poema Mari. A pior ausência é a de nós mesmos e isso pode acontecer muitas vezes ao longo da vida por isso temos que ter cuidado com o que carregamos dentro de nós, pois dependendo do que seja pode nos expulsar de lá. Então, que sejamos sempre presença para os que amamos e principalmente dentro de nós mesmos.
    Eu babo nos seus poemas ;)
    te adoro amiga, bjokitas com imenso carinho!!

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  19. Ah, preciso colocar a leitura em dia no seu Diário Feminino. Tenho ficado pouco por cá, pois meus horários mudaram, tem dias que fico na escola a tarde toda até à noite. Estou com projetos novos e muito feliz com o feedback, mas não me esqueço dos amigos super preciosos que fiz por cá, e vc é uma amiga muito querida. :)
    Linda terça pra ti.

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  20. Um lindo e refletido poema que mostra uma grande capacidade de "virar a página".
    Bjs

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  21. Marilene

    Sempre são de grande beleza os teus poemas. Neste discorres,que não sendo... és e estás sempre pronta a navegar e alterar os rumos a dar à nave da vida.
    Bjs

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  22. Estou preparando uma postagem para os próximos dias, e fui lá no rascunho buscar uma frase que se encaixa perfeitamente com sua poesia:
    Feliz aquele que escreve o que sente e sente o que acredita, pois só assim poderá acreditar no que escreve.
    Me explica, moça feliz... como é que você lê minha alma?
    Beijos.

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  23. Olá Marilene. Tenho de fazer uma pequena correcção ao meu comentário de ontem. Onde aparece “Palavras que vêem de dentro de si” deve ler-se: Palavras que vêm dentro de si. Bjs

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  24. Marilene querida você coloca tão bem as palavras . uma linda noite !!!

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  25. Bom, sabe... eu tenho disso!!... mas depois passa. Ainda bem, ainda bem mesmo!!

    Mari, um grande beijo.

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  26. Marilene querida.
    Vim deixar um beijo e te parabenizar pelo dia de amanhã.

    A nossa criança interior é eterna.
    Beijinho amada

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  27. Oi flor, permita-se plantar, remar, voar... o vazio da ausência abre caminhos em outros horizontes! Lindo texto, bjo :*

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  28. Amei o final da poesia...a volta a vida!!!O Fim do marasmo!!!

    Beijinhos Querida!!
    Muita Luz!!

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  29. Este comentário foi removido pelo autor.

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  30. Muito interessante seu texto (aliás, como todos), porque ao mesmo tempo em que expõe as suas faltas, as suas carências e ausências; demonstras a condição de renovação e recomeço nessas adversidades. Uma consciência plena de que és capaz, que apenas tu mesma podes fazer as mudanças percebidas e ansiadas.
    Me fazes lembrar de uma música do José Miguel Wisnik, Mais Simples, nesse recorte: "a vida leva e traz, a vida faz e refaz".
    Paradoxalmente o veneno e o antídoto são frutos da mesma semente, o que diferencia é a dose.
    Saber de si, das limitações e amplidões requer muita coragem, e isso demonstraste ter de sobra, Marilene. Bela postagem!

    Beijo!


    P.S.
    Abaixo o link, se quiseres curti-la!

    http://letras.terra.com.br/jose-miguel-wisnik/373419/

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  31. me gusta de tus poesias que unen a la belleza formal caracteristica de la poesia un fondo sencillo y tangible.saludos

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  32. "navegar é peciso, viver não é preciso". Mas para quem tem inquietaçao na alma, a procura de equiparar a vida ao leme faz rota para águas calmas. Belo poema, Marilene! Abração. paz e bem.

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  33. Um feliz dia das crianças pra ti minha amiga e um belo feriado....beijos e beijos.

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  34. Que Nossa Senhora Aparecida nos Proteja e Proteja às nossas Crianças!!!
    Tenham um excelente feriado!

    Hoje postei uma análise sobre os filmes infantis, vejam se concordam comigo e comentem! http://projetandopessoas.blogspot.com//

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  35. Passando para deixar um conselho!
    -Não deixe morrer a criança que existe dentro de vc...
    Parabén pelo teu dia ,pelo meu dia ,pelo nosso dia!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    bjsssssssssssss

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  36. Olá, como está?

    Goste do ritmo que imprimiu ao poema!


    Bjsss

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  37. Marilene, é lindo o teu poema "Ausências". Na trilha que fazemos ficam tantas lacunas, não é?
    Mas a vida é bendita... As vezes ela dita e o que queremos, não edita.

    Quando quiser deixar um poema em meu blog, terei o maior prazer em editá-lo.

    Costumo postar no site espanhol www.poesiapura.com na sala Fernando Pessoa e estou te convidando para ir também lá.

    Beijos

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  38. Oi Ma....

    As vezes nos sentimos assim como vc tão bem descreveu no seu belo poema...
    Cheios de questionamentos...
    Eu sempre digo: Pra arrumar..as vezes tem que se desarrumar.

    Banaca que ni final do seu poema, apesar da tua ausencia, vc desperta para um recomeço..

    Amei.. ( sou sua fã )

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  39. Marilene, senti a graça do poema, consegui visualizar cada detalhe, parece me lendo.Sei o quanto uma ausência pode doer, provoca na gente até contração muscular. Gostei do final e é sempre assim que temos que reagir. Sair do marasmo e para a vida voltar...Sem ausências!Tenha uma ótima continuação da semana, com delicioso final de semana. Bjs grande!

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  40. Boa noite querida.

    Que bom que nos conhecemos não ? a Emilia é uma pessoa fantastica e nos permite esta interação.Tambem visitei teus dois espaços,e achei tanto o de cronicas como o de versos maravilhosos, tanto que ja sigo os dois !

    Um beijo, obrigado pela visita e volte sempre que quiser !

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  41. só nas profundezas do abismo ganhamos a noção do chão firme.
    beijinho!

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  42. Ainda que os caminhos se infinitizam, eu vou caminhar.Lindas analogias e presença marcante da força do querer prosseguir,num renascer de esperanças, sem se entregar pela ausencia.
    Belo voo amiga com esta sua impar inspiração/construção.
    Abraço mineiro de flor pra voce.
    Bju.
    Bela semana com harmonia.
    Um belo passeio por sua rica e bela pagina.
    Inté mais.

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