23 de agosto de 2012

AO LÉU

(Digital Art by Kitto zutto )

                                          

                                Sou folha arrancada
                                Que não foi levada
                                Pela correnteza,
                                Cobriu-me a poeira
                                Trazendo outras cores,
                                Empurrou-me o vento
                                Levando-me a cantos
                                Que nem ousaria supor,
                                Me abrigassem

                               Sou folha que ao léu
                               Perambula
                               Sem pés,  empurrada,
                               Que nem sabe mais
                               Onde estava agarrada,
                               Dos braços de outrora
                               Só tem na memória,
                               Lembranças

                               Meus voos são curtos,
                               Mas belos,
                               Não há paralelo
                               Com a vida que tinha,
                               Mas hoje passeio
                               Rasteira, 
                               Pois fui desgarrada,
                               Pisada, amassada
                               E carrego segredos
                               Das encruzilhadas
                               Por onde passei,
                               Mas já fui libertada
                               E não tenho mais medo

                                                              Marilene

66 comentários:

  1. Bom dia, Marilene. folha desgarrada sem destino, mas que demonstra uma força incrível, pois não foi carregada pelo vento no seu desespero de a tudo levar, parcialmente mudou de ares.
    Folha que faz seu pouso na brisa, confiante, que encontrou a sua parada após o sofrimento da tempestade, da incerteza.
    Hoje, sabe o que a espera, segredos tão seus, tão profundos na vivência das suas viagens.
    Beijos na alma e fique com Deus!

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  2. Como a fênix quando morria; entrava em auto-combustão e depois de algum tempo renascia das próprias cinzas, sua força era fenomenal. Nos fortalecemos com os percalços da vida. Tocante seu poema, um lindo dia, Marilene, bjs

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  3. Bom dia Marilene! Saudade. Maravilhoso! Ivana disse tudo. Perfeito! Amei. Estive de cama nesse fim de semana e mal postei na segunda! Desculpe a falta. Vc sabe que adoro seus poemas! Deixo um beijo carinhoso flor. Voltarei!

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  4. Até que me identifiquei um pouco com essa folha...rs
    "Só tem na memória, lembranças", assim como eu, uma folha velha.rs
    Muito bonito o poema, assim como a imagem.

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  5. Marilene, "Ao léu" é algo de um teor muito forte, de um não desistir e mesmo em meio a tempestades, sobreviver.
    Mesmo que os nossos voos, não sejam mais tão altos, o importante é nunca desaprendermos a arte de voar.
    Que nesses voos rasantes, porém belos, possamos encontrar nosso equilíbrio.

    Beijo grande.

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  6. Fico "embasbacada" diante de tuas lindas inspirações! Maravilha,Marilene! beijos,chica

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  7. Que a vida se encontre em algum caminho, assim como essa folha solta ao vento...beijos de bom dia pra ti amiga...beijos...

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  8. Poetas e loucos são seres estranhos. Nem eles mesmos sabem como, mas conseguem compartilhar até mesmo a solidão... como uma folha seca e ferida.

    Belíssimo poema. Beijos.

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  9. ADOREIIII!!
    Ja me senti como folha seca
    pisada, amassada e jogada ao leo.
    Mas recarreguei minhas energias
    com a Terra, chuva e ventos, levantando-me
    e me tornando uma bela Rosa Azul...Adorei!
    Abraços

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  10. Ops!! Corrigindo...Léu.
    rsrs...desculpe!

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  11. Oi querida Marilene,

    Belo e significativo poema!
    Depois de passarmos por tantas tormentas e humilhações, crescemos e perdemos o medo.

    NOS ENGRANDECEMOS, AFINAL.

    Beijos da Luz.

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  12. Olá minha poetisa querida,
    Lindo, encantador esse poema!
    E eu, que penso que sou poeta, imagina só!
    Um grande beijo em seu coração.
    Maria Paraguassu.

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  13. Oi Marilene, lindáhh poesia, folha que voa ao leu... ir por aí sem destino...
    Bjks e otima semana

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  14. Como é bom nos libertarmos dos medos...Mesmo que os vôos sejam mais curtos, devemos continuar voando...Sempre em frente!

    Bjusssssssss

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  15. Suas imagens são sensacionais...Os versos então, dispensam comentários!

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  16. Belo poema, magnifíca imagem.
    Um abraço

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  17. Se sentir livre é uma das melhores sensações que existe... principalmente quando isso vem sem culpa, sem medo!

    Grande beijo, querida!

    JoicySorciere => CLIQUE => Blog Umas e outras...

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  18. Amiga Marilene seus poemas vão além
    de nós mesmos,amei amiga beijos!!

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  19. Olá MANA,

    Também somos como esta folha arrancada, perambulando pela vida, ora com voos curtos ou ora com voos mais altos, dependendo de nossa coragem e ousadia. Muitas vezes sofremos com as "pisadas", mas com estas vamos aprendendo a vencer os medos e apreciar a paisagem com mais sabedoria.

    Um poema bem interessante, criativo e lindo.

    A imagem é show.

    Beijão.

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  20. Minha doce Marilene, que lindo!
    Voamos de acordo com a urgência da nossa alma, ora voamos alto, ora bem baixinho, mas o que vale é voar com o consentimento da alma e com a liberdade da razão...amei querida amiga...beijinhos

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  21. Folha colorida pela vida, desprendida pela ação da natureza, voa delicadamente com as asas do sonho.Livre e solta!
    Belas imagens escritas, Mari.
    Bjkas,
    Calu

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  22. Lindo Mari.
    Hoje estou me sentindo um pouco dentro deste texto.

    Bjo querida.

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  23. Puxa Mary! Lindissimo! E tocante também...

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  24. Marilene, querida poeta!
    Creio que quando somos desgarrados de algo/alguém, ficamos perdidos ao 'léu', sem rumo, como que amassados, tal qual a metáfora que usaste, até percebermos que podemos trilhar nosso próprio rumo, mesmo que continuando sozinhos, mas com a sensação da liberdade de escolha.
    Beijos e ótimos dias!

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  25. Marilene

    De voos curtos, mas belos. Muitas vezes a gente se sente assim desgarrada carregando segredos, mas no entanto livres.
    Amei.
    Beijos

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  26. Um maravilhoso final de semana pra ti minha amiga...beijos.

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  27. Oi Marilene..quebeleza de poema..
    Smos sim folhas levadas pelo vento..
    Nem sempre somos nos a escolher os caminhos..
    Muitas vezes a visa faz isso por nos..
    bjinho...

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  28. Bom dia,Marilene!!!

    Que belos versos!Quanta força nesta poesia!
    Nem sempre escolhemos para onde vamos,ás vezes somos folhas ao vento e também aprendemos muito com isso!
    Beijos,poetisa querida!!!
    Tudo de bom pra ti!!!!Saudades muitas!!!!

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  29. Olá Marilene!
    Seus poemas são luz,puro amor e chegam fundo no coração!!!
    Quero passar sempre aqui para encher minha alma de amor e luz.

    http://cacaujafet.blogspot.com
    bjossssss

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  30. Um poema sensível. Um lamento,e ao mesmo tempo um aplauso à força da superação. Me encontrei, em cada verso seu.
    Bjs.

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  31. As folhas secas nos cobrem em abundância a estrada de memórias.

    bjs e bom fim de semana

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  32. Excelente poema; a queda e depois o levantar:)!
    Parabéns!
    Bjo

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  33. Lindo este poema sobre a dualidade do ser humano e o seu viver, tão cheio de altos e baixos.

    Bjs

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  34. Marilene. "Meus voos são curtos, mas belos". O que importa é que já
    foi liberta e perdeu o medo de alçar esses voos, muitas vezes precisamos nos desdobrar, nos fazer felizes com o pouco que temos, nos privar de algumas coisas, mas não perder a ousadia de voar. Nãodevemos traçar paralelos com o que já vivemos, isso já se foi, devemos olhar para o horizonte, é lá que está a novidade. beijos,amiga.

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  35. Marilene

    Como quar folha, amarelou e no chao caiu. Olhou o céu que viu? Metaforseando, que o mundo podia seu!
    Beijos

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  36. A folha desgarrada libertou-se... agora pode voar com os ventos, buscar novas experiências e transmití-las também.

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  37. Querida,

    Boa noite! Estou trabalhando até tarde esses dias,mas volto para comentar.

    Beijos,

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  38. Oi Marilene!
    Que maravilha!
    É, muitas vezes nos sentimos como folha seca ao léu, sem paradeiro.rsss
    O bom é que adquirimos vivências, experiências e mesmo em vôos mais curtos os vivemos com mais intensidade.
    Beijinhos e um fds maravilhoso!

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  39. Passei para deixar um grande beijo e desejar que seu final de semana seja muito especial, cheio de amor e alegrias.

    Ani

    http://cristalssp.blogspot.com.br

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  40. Seus poemas são belos e falam muito, mergulham fundo na alma e trazem os mais secretos sentimentos à tona...
    Gostando muito daqui...

    Beijos, Marilene querida!

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  41. OI MARILENE!
    QUE LINDO!
    A FOLHA QUE ESTÁ SOLTA AO LÉU,SE DÁ CONTA QUE APESAR DO SOFRIMENTO, ADQUIRIU, ALGO SEM PREÇO, Á LIBERDADE.
    ABRÇS


    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

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  42. Mari, que lindo! O encontro consigo mesmo, o amadurecimento, a consciência de si mesmo e de sua força, viva! Um abençoado e feliz final de semana!
    Abraço carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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  43. Bem bonito e cheio de significados expressivos.

    Lindo sábado pra você, com outras belas inspirações.♥bjs

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  44. O importante é quando chegamos no momento de nos sentirmos libertas de todo ressentimento, medos.
    Prabéns.
    Tenha um fim de semana abençoado.Bjs

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  45. Olá, Marilene.
    Muitas vezes acabamos nos machucando ao tentarmos fazer o que é certo, daí ficamos com medo de tentar de novo, e só conseguimos seguir eme frente quando perdemos esse medo.
    Abraço.

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  46. Lindo poema, não sei se esta foi sua intenção ao escrevê-lo mas acho que ele propõe uma reflexão muito legal sobre a liberdade e os riscos inerentes á ela, após estar desgarrada a folha é pisada, perambula levando apenas lembranças e ao final ela descobre que não tem mais medo e que isto lhe foi propiciado pela vida em liberdade... lindo demais!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/08/monty-python-em-busca-do-calice-sagrado.html

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  47. poema de libertação e muito bonito.

    bom fim de semana.

    obrigada.

    beij

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  48. È necessário sair do comodismo e viver novas experiências, perder o medo e gozar a liberdade.

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  49. Ah, Marilene, que beleza. Lendo seus escritos, me fez pensar que todos somos folhas vagando por essa vida, e que apesar das pisadas e amassos, conservar a beleza de ainda assim ver sentido no vagar e não temer é o que diferencia um ser humano do outro. Um abraço, tenha uma linda semana!

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  50. Oi Marilene,

    Bom dia! O texto se enquadra intimamente não só com a natureza acontece, mas como nos moldamos a ela. Quem nunca passou pelos estágios de crescimento, maturidade e queda de um galho seco de uma árvore. Mas claro que os lírios crescem no campo, as flores brotam porque a folha se fez seca. Então estar jogada ao vento não pode ser algo em vão. Se existe um divórcio do galho, é possível pensar em ciclos encerrados e talvez pensar na razão de G.G Marquez em Cem Anos de Solidão quando a folha cai, evitar que uma população inteira perca memória e se tranquem por décadas. Deixar a cair a folha é permitir o novo encontro.

    Bom domingo e beijos.

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  51. Marilene,bom dia!
    Seu poema é pura reflexão.É espaço próprio aos filósofos.Penso sermos às vezes, a folha que cai e permanece onde caiu,em seguida é pisada,coberta de barro,chuva,pó e solidão.Já esqueceu de que foi uma folha verde e cheia de esperança,hoje nem sabe como se parece.Porém,após toda reviravolta em sua vida de folha percebe que a liberdade lhe foi concedida.Muito lindo!Um grande abraço!
    bom final de semana!

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  52. Um belo domingo e uma excelente semana pra ti minha amiga,,,paz amor e poesias sempre....beijos e flores...

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  53. Mari, como é prazeroso ler-te, amiga!
    Você escreve com uma cadência tão peculiar que eu reconheceria teu estilo mesmo se você fosse um pseudônimo - (o que nos é perfeitamente cabível), posto que somos poetas/esritoras.

    O tema é sempre o amor, mesmo que seja desamparado ou amparado na saudade
    e talvez liberto em tuas descobertas do SER MULHER , na felicidade em dsenhar caminhos outros.

    Um beijo de afeto desta tua amiga que lhe quer muito bem!
    Bom domingo.
    :D

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  54. Sem medo vamos mais longe, beijo Lisette.

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  55. Oi Marilene!Apesar de tudo,não ter mais medo já é uma vitória...
    Lindos versos!Um beijo em cada bochecha!

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  56. Mari, vim te deixar um beijo e agradecer teu carinho.
    Gosto daqui e dos belos textos poéticos.
    Você é grandiosa.

    Bjão moça querida.

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  57. Que lindo marilena, os seus poemas sempre me fazem refletir!
    Bjs

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  58. folha
    ao léu...
    segue...

    obrigada, pelo carinho... é um prazer conhecer dona de belos versos nos quais reina a poesia... o blog do mindim é aberto a participações... quem se interessa em ser autor no blog é só avisar que envio convite... bjuuu de linda semana.

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  59. Bom dia minha amada!!!!!
    Eu sou uma viciada em vc minha doce amiga,por isso que quando me afasto,volto com mais força a procura dos teus poemas,pq é neles que ganho força para refleti como se faz poema.
    Lindoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo !
    Como sempre vc me enfeitiçando...
    Bjsssssssssssssssss

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  60. Lindo Marilene,este renascer ainda que desgarrado.
    Conhecer as durezas do chão e a leveza do ar.
    Aplausos amiga.
    Meu terno abraço.
    Bjo.

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  61. Siempre es un placer pasarme por tu blog! Un abrazo

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  62. Eu tambem sou como folha, mas voo para muito longe... sempre estou aqui e tambem distante.

    BEIJOS

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  63. ao léu, ficamos pela vida...uma bela poesia bjuuu

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  64. Essa folha desgarrada parece feliz ! Sorte das folhas que sabem viver com alegria do jeito que podem !
    Poesia é sua especialidade, Dra. ! :D nota dez em sensibilidade

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