13 de fevereiro de 2013

O AVISO

(Alberto Pancorbo)

                                             

                                   Minha casa é inviolável,
                                   Está cheia de fantasmas
                                   Com os quais já aprendi
                                   A conviver

                                   Não olhe, furtivamente,
                                   Pelas frestas das janelas,
                                   Não verá o que dentro dela
                                   Posso estar a esconder

                                   Não ultrapasse sua porta
                                   Por mera curiosidade,
                                   Só encontrará um labirinto
                                   Onde guardo o que sinto
                                   E que é só meu, de verdade

                                   Não tente ler seus espaços,
                                   Não há mapa a indicar
                                   Até onde vai chegar.
                                   E se neles se perder
                                   Nunca mais vai retornar
                                   Ao seu jeito de viver


                                                                 Marilene

44 comentários:

  1. Labirintos curiosos, cheio de flores e belezas internas, a casa deve ser perfumada! abração

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  2. Olá, querida!

    Viver em meio a fantasmas todos nós vivemos vez ou outra.
    Cabe a nós saber e querer espanta-los.
    Belo poema.
    Adoro ler-te.
    Beijos e um lindo dia.

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  3. O que está dentro das casas de cada um de nós? O que arrasta correntes enquanto dormimos?... Lindo poema!

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  4. Oi Marilene
    Ual! Que poema incrível! Vc realmente,não só é uma grande poetisa, mas "brinca" com as palavras com uma facilidade maravilhosa. Adorei! Penso que se entendi o poema, minha casa, é um quebra cabeças kkkkkkkk.
    Bjos. Fique com Deus!

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  5. Olá Marilene,
    nossos bons e maus fantasmas ( pode isso? ) são só nossos.
    Viver e entender a vida - um processo de constante adaptação e reflexão.
    Tudo é um jogo sem regras, sem fim, sem vencedores ( ninguém precisa perder para que possamos ganhar )
    Nossa casa - nosso reduto.
    Você nos faz pensar com sua poesia de primeira linha!
    Um grande abraço

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  6. O ideal é visitar uma casa sem "bagunçar" e só mexer quando for permitido... do contrário, os "fantasmas" podem enlouquecer... gostei do poema é uma boa forma de comparar alguns sentimentos. "-*

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  7. Papai falava assim, "o bom escritor sabe brincar com as palavras com maestria, sem perder ritmo e cadência".
    E você faz isso Marilene e que maestria, eu adoro.
    Lindo poetar, gostoso de ler e quem não tem os fantasmas não é, eu devo ter um para cada ano de vida, mas eles até que são bonzinhos, rsrsr.
    Um grande beijo em seu coração "maestrina das palavras".

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  8. O nosso jeito de viver nem sempre é só nosso.

    E também não gosto de labirintos....

    Beijinhos

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  9. Quem escolhe mergulhar na nossa casa, percorrer o nosso labirinto e conhecer os nossos fantasmas, precisa estar ciente que levará para sempre consigo um pouco de nós.

    Muito bom!

    beijos

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  10. Tenho um texto já pronto nos meus rascunhos que fala exactamente sobre os nossos fantasmas interiores! Que legal chegar aqui e ler a tua vi~soa sobre o mesmo tema. Adoro a tua versatilidade lírica.
    Beijinhos

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  11. Que profundo, Marilene! Concordo com o contexto...
    Cada um conhece os próprio fantasmas. Há quem não se contente em estar de fora e tente olhar pelas frestas de nossas janelas ou adentrar pelas nossas fechaduras. Vãs tentativas que surtem efeitos geralmente contrários! A casas internas são habitáveis tão somente pelos seus donos e fantasmas que ora os assombram, ora os são necessários.

    Gosto de textos que me levam junto do inicio ao fim. Assim são os teus.
    Parabéns por mais um linda obra!

    Beijos!

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  12. esse é o tipo de aviso q não mete medo, pois uma casa poética por mais fantasma q a habita, traz em si muito de doçura. Bjos.

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  13. Marilene,

    Voltei para avisar que terminei de lhe enviar um email. Vá que envia para caixa de spam e você nem veja, como as vezes acontece comigo. rs

    Beijo

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  14. Por mais cabulosos que sejam os labirintos, a gente sempre acaba achando a saída e se refazendo se a procura foi dolorida... Acha sim, né?

    Beijo, Marilene querida.

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  15. Labirintos fantasmagóricos...Quem não os tem? Muito eloquente seu poema, defender-se da invasão furtiva nem sempre impede que alguém insista em fazê-lo...Inelizmente, se bem que as vezes queiramos ver invadidos nossos espaços. Gosto muito do seu jeito de poetar.

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  16. Oi mana,

    Quando alguém se dispõe a conhecer a casa interior de uma pessoa ela poderá gostar ou se identificar com muitas coisas que ali estão, inclusive descobrir coisas que nem o próprio dono da casa tem conhecimento. O desconhecido é sempre um desafio e quem não o teme poderá se surpreender com o que vai descobrir.

    Excelente!

    Beijão.

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  17. Se alguém visitar minha casa poderá se assustar... Belo poema, Marilene! Me identifiquei com ele. Bjs

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  18. Poema incrível, Marilene. O que há dentro da casa da gente? Uma bela descrição sobre o desconhecido. Beijos!

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  19. É sempre íntima, a nossa casa, o nosso ser.

    Gostei muito Marilene.

    beijinho
    cvb

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  20. E quem não convive com fantasma, nem que seja em algum momento da VIDA!!!
    Eu tenho os meus...
    Abraços

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  21. Marilene

    Encantado com a fértil imaginação, apetece dizer; que grande poder de reflexão! Adorei e quando for grande, quero saber imaginar poesia assim.
    Beijos amiga

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  22. Olá, Marilene

    Belo poema, minha amiga. O que guardamos dentro de nós pertence realmente àquela esfera íntima que só desvendaremos chegado o momento. De nada vale quererem mexer, desarrumando ou tentando arrumar os nossos fantasmas. Nós é podemos decidir que destino lhes reservamos.

    Bjs

    Olinda

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  23. Nao se pode invadir os misterios de um ser..
    "É proibido tocar no sagrado de cada um"...
    Beijos...

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  24. Querida amiga

    Há lugares
    em nós,
    que até para nós
    mesmos,
    parecem inacessíveis...

    Que em teu coração,
    a alegria faça morada...

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  25. Ah, é por isso que eu me perco de mim mesmo, às vezes. E sua casa é assombrada e assombrosa... Belo retrato interior.
    Beijos.

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  26. Llevo unos días alejada de mi residencia habitual y se me hace costoso compaginarlo todo al mismo tiempo. Pero antes de finalizar el día del amor y la amistad, quisiera darte las gracias por estar siempre acompañándome con la ternura de las palabras, que me hacen sentir muy afortunada por encontrarnos paseando por las colinas de este espacio virtual.

    Miles de besos
    Y miles de razones
    Para sentirse muy feliz
    Abrazando la magia de San Valentín.

    Y mil disculpas por mi parte,
    Si hoy no ha sido un día significativo para ti...

    Atte.
    María Del Carmen




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  27. Precisamos deixar eles quietos....
    Beijo Lisette.

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  28. Diz-se que o coração é uma terra que o homem não pisa. Eu acho que nem nós sabemos o que somos ou até o limite que alcançamos.
    Mas Marilene, sempre existe alguém que está disposto a correr o risco de se perder no labirinto do outro, de espreitar pelas brechas, de enxergar pelos vãos...
    Lindo poema querida.
    Beijokas doces e um abençoado fim de semana.

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  29. Essa casa é o nosso, eu. Tão somente habitado por nós e que esconde todos os segredos de uma vida inteira. Um beijo no seu coração Marilene.

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    1. Aposto que é uma casa encantadora!
      Beijo, linda!
      Em divina amizade.
      Sonia Guzzi

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  30. Oii Marilene, lindos versos, embora sombrios retratam o labirinto que todos nós possuímos "eu acho" rsr Bjooss

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  31. Mari,

    Tudo bem? Passou bem o carnaval? Por aqui, no sábado já dentro do avião para Foz do Iguaçu, Mateus começou a vomitar e diarreias. Ficou internado na UNIMED até quarta-feira a noite devido a um forte rotavírus, mas está melhor.

    Quanto ao seu texto como já briguei com os meus fantasmas, hoje entendo que é preciso respeitá-los para a infelicidade se despedir.

    Beijos.

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  32. Olá, querida Marilene
    Casa inabitável somos todos até que nos esvaziamos do nosso próprio eu...
    Vc se expressou com tanta veemência... Lindo!!!
    To voltando das férias...
    Bjm de paz e alegria

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  33. OI minha amiga!! Ainda estou com problemas na minha internet e por isso estou vindo pouco. Deixo um forte abraço. Estou com postagens programadas e assim que normalizar voltarei mais vezes.

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  34. Muito bom. Que ninguém se atreva a querer saber o que tem em minha casa!

    Bom fds! beijos
    Novos posts:
    http://maybe-i-smiled.blogspot.com.br/
    http://dicionario-feminino.blogspot.com.br/

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  35. Ah os labirintos da alma, do inconsciente seja lá o que for... eles nos permitem cartasear, e isso é sempre saudável!

    Você expressou com maestria esses caminhos.
    *Ando atrasada com meus coments, estou em viagem!

    Bacios lindona

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  36. Invasão "domiciliar" é crime, mas que nos deixa curioso, lá isso deixa, pela riqueza que é possível desvendar..além da exposta.
    Obrigada, Marilene, pela bela poesia.
    Um beijo,
    da Lúcia

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  37. Dos meus caminhos eu sei e algumas vezes nem eu mesma consigo me decifrar,não invada os meus espaços,apenas me olhe e sinta como vivo.

    Um ótimo domingo Marilene,abraço =)

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  38. Além do corpo contextual, que é belo, gostei das redondilhas e também do único verso (quarto) tetrassilábico do poema!

    Ótima construção, cara marilene.

    Bom domingo...

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  39. Minha querida Marilene

    É o mais sagrado que temos é a nossa casa, só entra que nós deixar-mos e mesmo assim temos o direito de guardar o que não queremos mostrar.
    Lindo e profundo sempre ler-te.


    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  40. Esse poema traduziu exatamente como me senti...hoje tomo mais cuidado para não me judiar me perdendo em pensamentos sem resposta. É mesmo a sensação de se estar em um labirinto. Um abraço!

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  41. Olá, Marilene.
    Creio ser impossível para nós e para quem convive conosco decifrarmos tudo que existe no íntimo de nossa alma, mas fazer isso é algo necessário e muitas vezes engrandecedor.
    Abraço.

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  42. E quem há de ousar?
    Cada um carrega seus misterios,seus sonhos.
    Somos esta casa com portas sem saber como chegar nelas.
    Belo trabalho.
    Abraços.

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  43. Marlene
    Mais um lindo poema que nem mesmo esse labirinto consegue descartar.

    Um lindo dia para você.
    Bjs

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