21 de março de 2013

A LAMPARINA

(Chiara Fersini )

                               
                              Ao ver a lamparina
                              Eu me senti, mais uma vez,
                              Menina, 
                              Observando as chamas
                              Do  fogão a lenha
                              Iluminando a noite
                              Na escura cozinha

                              Ela fazia parte
                              Da rotina,
                              Criava sombras
                              Que nos assustavam,
                              Da mesma forma
                              Que velas queimando
                              Ou a fumaça de um lampião

                              Lembrava contos
                              Ao redor da mesa,
                              Vozes crianças
                              Que pediam mais,
                              E o louco medo
                              De chegar ao quarto

                              Ali, naquela pouca luz,
                              O adormecer da infância,
                              Onde o pavor só vinha
                              Das lembranças,
                              De personagens de lendas urbanas,
                              De seus fantasmas
                              E assombrações

                                                              Marilene

49 comentários:



  1. Hoy han caído perlas de rocío en la ventana de la esperanza,

    Esas perlas son la salud, la paz, el amor y la felicidad

    Y quisiera contigo y mi cariño compartirlas…

    Para disfrutar del fin semana en armonía y con alegría!!

    ❤ ♫ ❤ ♫ ❤ ♫ ❤

    Atte.
    María Del Carmen


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  2. Olá, querida!

    Lindo poema!
    Sempre fui medrosinha na infância, e confesso que não perdi totalmente certos medos. rsrs
    Coisas das mentes férteis das crianças.
    Adorei!
    Beijos, e um feliz dia pra ti.

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  3. Noooooossa, que viagem fiz aqui... Lindas lembranças e falaste tudo...Eram mesmo conversas assustadoras que se fazia à luz de lamparinas... LINDO! beijos,chica

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  4. Que linda poesia Srta, que faz voltarmos ao tempo das velas falantes! abraços

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  5. E mais uma linda poesia nos presenteias. Agora a apelar a tempos recuados, quando eras menina que olhava as chamas do fogão a lenha....

    Mas as chamas afastavam as assombrações e os fantasmas.

    Beijo

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  6. Voltei a infancia com meu avo que ficava a luz de velas fazendo bichinhos com as maos que refletiam na parede... otimas lembranças...

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  7. HOJE É O DIA DA POESIA E,AS MÃOS QUE ESCREVEM ,MERECE NOSSA ATENÇÃO NA BELEZA DA POESIA NASCIDA COM ESPLENDOR E MISTÉRIO.E NO CAMINHAR DE MÃOS DADAS VC SEMPRE DEIXA A MOSTRA COMO SUAS POESIAS QUE SÃO IMENSURÁVEIS...
    PARABÉNS SEMPRE !
    PARABÉNS TODOS OS DIAS PELAS SUAS GRANDES POESIAS !!!!!!!

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  8. Adorável! É a segunda crônica sobre casas que leio hoje - a primeira, imperdível, no blog do Rangel. Quantas coisas ficam em uma casa, mesmo nas vazias e há muito tempo abandonadas! Lindo demais. Parabéns.

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  9. Esa Lámpara con su Luz nos remonta a nuestros miedos y sueños de Infancia.
    Preciosa Entrada.
    Abraços e beijos.

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  10. Bela viagem pelas esquinas do tempo.
    Beijinhos

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  11. Belos tempos, esses, à luz da lamparina!

    Beijinho para si!

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  12. Muito obrigada querida Marilene,você me permitiu viajar no tempo e voltar lá atrás quando papai chegava na loja e pegava seu bandolim e sentava na cozinha e mamãe preparando a 'janta'...nossa viajei, que delícia de viagem.
    Lindo poema, um abraço carinhoso todo saudoso daqueles tempos de santa inocência.

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  13. Oii Marilene, belo poema, meio que nos faz voltar no tempo, no meu caso um tempo que não vivi, mas sei que apesar da falta de recursos, deviam ser bons tempos! Bjoooosss

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  14. Querida Marilene

    depois de ler este poema (belíssimo) também me sento novamente menina...

    beijo


    :)

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  15. Ressalvo:

    também me senti novamente menina...

    :)

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  16. Marilene querida! De vez em quando é bom dar uma viajadinha pelas nossas memórias... Belo poema! Obrigada pelo carinho e pelo comentário!
    Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/

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  17. Oi Marilene!
    Não vivenciei esse tempo,
    mas meus avós sempre contavam 'causos' do tempo da lamparina e lampiões.
    Me fascinava ouvir aquelas histórias,
    assim como fiquei encantada com seu poema.
    Bjs!

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  18. Ah, que legal, um poema/conto - revelando lembranças tantas da infância!
    Lindo, lindo Mari.

    bacios lindeza
    :)

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  19. Oi Marilene
    Até de uma simples lamparina vc faz surgir um belo poema.
    Bjos.
    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br

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  20. Oi mana,

    Quantas lembranças você me trouxe através deste delicioso poema.
    Gostei demais!

    Beijo.

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  21. Muito bom seu poema. Lembranças dos velhos tempos!!

    jorge-menteaberta.blogspot.com.br

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  22. Em dia mundial de poesia, não podia deixar de saudar a poetisa que a amiga é.
    Um abraço

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  23. Oi, querida Marilene!

    Hoje, se celebra, O DIA MUNDIAL DA POESIA, decretado pela UNESCO, em 2000.

    Então, você está de parabéns, seguramente. PARABÉNS, minha amiga!

    Esse seu poema, é tão doce! Ele faz lembrar toda a nossa infância, que mesmo com eletricidade, nós tínhamos medo de caminhar e passar de uma divisão da casa para outra, sem ser acompanhadas.

    Era tanta a pureza e ingenuidade, que dava gosto ver, e reler, agora e aqui.

    Beijos da Luz.

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  24. Oi Marilene!Lá em casa também tinha estórias de fantasmas,eu adorava e não gostava ao mesmo tempo,porque a imaginação me fazia ver o que não existia,uma sombra atrás da porta,um barulho estranho e eu já ficava com o coração acelerado!Obrigada por me trazer estas lembranças de volta!Beijão!

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  25. É essa sim, a mesma lembrança que a lamparina me traz,nesse belo poema de recordar.
    Beijos!

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  26. Já comecei pirando na imagem. Linda de viver! Então vem a sua poesia, tão encantadora, sensível, com gosto de café feito no fogão à lenha. Ah, eu acho a saudade uma companheira bacaninha. Carrega a gente de volta pra um tempo que foi tão bom e fez a gente ser o que é.

    Amei isso tudo.
    Beijo, Marilene.

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  27. Olá!
    Marilene
    Que belíssima imagem!
    eu era muito criança ainda...mas sou do interior... bons tempos em que as aparições dos fantasmas eram uma constante. Os casos que à beira da luz de lamparina eram contados realmente davam medo, era muito bom dormir com medo e ter terríveis pesadelos de noite...risos
    Anos se passaram e os fantasmas foram ficando esquecidos com o tempo, com a chegada da energia elétrica e ninguém mais quer saber de contar casos assim..uma pena...
    Meu carinho
    Boa sexta feira
    Beijos

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  28. Quantas recordações neste post. Quantos cheiros de lágrimas e sombras...
    Fui criado assim e com os meus irmãos lutamos por sobreviver a essas sombras pesadas.
    Muitas dessas sombras trabalharam-nos numa busca de mais e melhor e uma esperança de um dia conseguir...

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  29. Muito bom!

    Acabou por me lembrar aqueles dias na infância, quando "faltava luz" e tínhamos de recorrer às velas. Enquando a luz não voltava, lá íamos nós, com as histórias mais assustadores e os movimentos em frente à vela, tentando fazer da nossa sombra um grande monstro rsrsrsrs

    bjos

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  30. Lembro-me bem da lamparina na casa de meus avós paternos (sítio). Dá um clima de mistério e nostalgia...

    Bjussssssssss

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  31. Minha querida lindas palavras que nos transportam para uma infância vivida...
    Era assim precisamente: os medos das sombras, dos fantasmas, das assombrações...
    Lindo este recordar!!!!
    beijo

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  32. Amiga Marilene

    Recordar é viver! Outros tempos, outras vidas que existiram. O teu interessante poema regista, a fazer recordar.

    Beijos de amizade

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  33. na minha infância, como a cidade q nasci não era evoluída, eu vivi a época do lampião a querosene. Bjos.

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  34. Ao ler este poema eu me senti mais menina....lindo!
    Bjs

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  35. Bem-aventurados os que guardam a arte infantil de vestir sombras moventes com as fantasias dos sonhos. Pois deles é o reino da Poesia, e serão chamados Pastores de almas.

    Beijos.

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  36. Oi Mari,

    Tudo bem? Pensei no sentido figurado da lamparina como auxilio para as nossas lembranças que por vezes nos assombram. Algo como um acender e um desligar daquilo que não nos deveria pertencer seja no dia ou na noite.

    Beijos e obrigada pela lembrança do meu niver!

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  37. Lindo poema Mari!Bons tempos aqueles em coisas simples eram fonte de alegrias e pura diversão. Trouxe-me doces lembranças à memória os teus lindos versos. Belo! Gr. Bj. minha querida!

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  38. Um poema lindo e que provoca as lembranças de belos momentos. Muito bom, Marilene. Beijos e bom fim de semana.

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  39. Um poema com recordações de infância.
    É bom recordar momentos de felicidade nos nos marcaram.
    Beijo

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  40. Olá Marilene,
    esses versos me fizeram recordar terrores infantis!
    Que força tem a poesia! Lembrar, sentir e até gostar de ter sofrido para ter do que se lembrar...
    Um grande abraço poeta

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  41. Uma passadinha muito rápida só para desejar bom fim-de-semana.
    Ah! Gostei do poema. Traz-nos lembranças da infância (em criança vivi numa quinta onde não havia electricidade).

    Beijos e carinhos meus

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  42. Querida, lembrei-me de quando crianças, que faltava energia e minha mãe acendia um candeeiro(morávamos num interior) e ficávamos todos com medo das sombras e depois ninguém ia para o quarto sozinha, kkkk. Adorei! Bjus
    => Gritos da alma
    => Meus contos
    => Só quadras

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  43. Hehehehehehhe e quem, quando craiança não viajou com esse pesamentos hein? Bela postagem minha amiga!

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  44. Apesar do texto o poema tem uma doçura infantil...há dias em que dá saudades do tempo em que os problemas se resumiam a fantasmas e assombrações criados pela sombra. Hoje os fantasmas são criados pela mente e só podem ser combatidos pelo criador. Um abraço!

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  45. Adorei, Marilene

    Também tinha medo quando anoitecia. Saudade dos tempos da lamparina da minha infância no interior. Ficava esperando o meu pai acendê-la.

    bjs.

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  46. Olá, Marilene.
    Seu belo poema me fez lembrar que eu adorava fazer fogueiras quando era criança e me maravilhava com as formas criadas pelas chamas.
    Mentes simples, prazeres simples.
    Abraço.

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  47. Na escuridão ou nas sombras os "monstrinhos" parecem bem maiores do que realmente são.
    Beijocas!

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