15 de abril de 2013

PARALELO

(Photography by Andrey Belkov)


                                           
                                  Chorou sozinho
                                  Olhando o mar.
                                  O velho barco,
                                  Ora cansado,
                                  Não mais mostrava
                                  Força e corgem
                                  Pra ser lançado
                                  A aventuras

                                 Já desbotado
                                 Peças quebradas
                                 Irreparáveis
                                 Olhava o céu
                                 Das ilusões,
                                 E se entregava
                                 Às emoções
                                 Que já sentira

                                 Chorou sozinho
                                 Sua saudade
                                 Até do medo
                                 Das tempestades,
                                 Dos seus passeios
                                 Por corações
                                 Sempre pulsantes,
                                 Da adrenalina
                                 De suas partidas,
                                 Das alegrias
                                 De suas chegadas

                                 Chorou sozinho
                                 O pouso forçado,
                                 O peso dos anos
                                 O sonho acabado.
                                 Sobraram-lhe as cores
                                 De suas lembranças,
                                 De sua vivência
                                 E de sua esperança
                                 
                                 Nada mais !

                                                              Marilene

45 comentários:

  1. Minha querida, quão triste deve ser chegar "ao fim de tudo", e perceber que só sobraram as cores das lembranças...da esperança...e nada mais.

    Lindo e triste poetar.

    Meu carinho, sempre.
    Beijos de uma semana de muita paz.

    ResponderExcluir
  2. Um poema triste mas que faz pensar e muito, Marilene. Mais uma vez gostei. Beijos e boa semana!

    ResponderExcluir
  3. Tem algumas pessoas que nao lhes resta nem as lembranças...
    Tenha uma otima semana Marilene...
    Beijos...

    ResponderExcluir
  4. belo e quão triste na sua beleza
    a foto é um espectáculo
    gostei da junção
    uma bela semana
    um beijo

    :)

    ResponderExcluir
  5. A mocidade é algo que um dia fenece.
    O que fica dela é o que plantamos com carinho nesse caminho nosso.
    As lembranças, são laços eternos com o nosso interior. Tudo que fizemos, sorrimos, compartilhamos edificamos. E mesmo que um dia a solidão nos abarque de forma tão forte, teremos a cor do sentimento, e desta forma jamais estaremos sozinhos olhando o barco de nossas vidas. Estaremos com uma bela e preciosa companhia o AMOR!

    Rico de sabedoria seu poema Mari.
    Beijo e bom dia!

    ResponderExcluir
  6. Melancolia e beleza juntas em tua inspiração! beijos,tudo de bom,chica

    ResponderExcluir


  7. El amanecer ha abierto sus puertas,
    como pétalos en flor a una nueva semana,
    para compartir el amor y la armonía
    con los amigos donde tú eres unos de ellos...

    Un abrazo de aromas
    que siempre emanan
    su característica esencia...
    ...el entendimiento y la comprensión.

    Atte.
    María Del Carmen



    ResponderExcluir
  8. Lindíssimo poema, minha querida!
    Eis o ciclo da vida.
    De eterno só a alma. Nada mais.
    Beijos, boa semana pra ti.
    Lis

    ResponderExcluir
  9. Minha querida amiga, apesar de não conseguir estar sempre presente como eu gostaria não esqueço os amigos do coração!!!
    Vejo que a qualidade da tua poesia continua linda minha amiga!!!
    beijo grande

    ResponderExcluir
  10. Bom dia Marilene !
    Saudade é o preço que se paga por viver momentos inesquecíveis...
    Amei o poema e a imagem!
    Bjs :)

    ResponderExcluir
  11. Belíssimo seu poema querida, adoro seu modo de escrever.
    Pode nos parecer triste, mas um paralelo bem plausível com o ser humano... ontem mesmo vendo minha sogra, tadinha, vai fazer 90 anos, quietinha como um passarinho, dá pena de ver que o tempo passa e a vitalidade vai se esvaindo, assim como o tempo de outrora que o barco esteve na ativa.
    Mas que ao menos nos fiquem boas lembranças, beijinhos e boa semana,
    Valéria

    ResponderExcluir
  12. Gostei do poema. Mas chorar sózinho é um pesado fardo ou como dizemos muitas vezes um triste fado.
    Mas quem tem saudades nunca está só. Ela é uma senhora muito possessiva.
    Um abraço e uma boa semana

    ResponderExcluir
  13. Um poema que desenrola a vida de todos nós - finito - mesmo não há como fugir dessa verdade! Belo!
    Bj. Célia.

    ResponderExcluir
  14. A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo.
    Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer,
    para amanhecer e termos um lindo dia.
    Seja Feliz Sempre!
    Acredite no Tempo, na Amizade,
    na Sabedoria e, principalmente no Amor.
    E acima de tudo não perca a fé,
    e certeza de que Deus existe e é seu amigo sempre.
    Uma semana de muita paz .
    Beijos no coração meu eterno carinho,Evanir.

    ResponderExcluir
  15. Oi Marilene
    Lindo poema, triste, melancólico, mas muito bonito.
    Bjos.
    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  16. Lindo amiga,sinto que sinto este poema em mim beijos coração!

    ResponderExcluir
  17. Lindo e inspirado minha amiga! Parabens.

    ResponderExcluir

  18. Olá mana,

    Lindíssimo este paralelo entre o velho barco e a vida do ser humano.
    Apesar da melancolia que os versos finais despertam, é reconfortante
    quando há cores nas lembranças que ficam e na esperança que permanece.

    Belíssima inspiração.

    Beijo.

    ResponderExcluir
  19. Amiga Marilene

    A beleza do poema, intrinsecamente, está na imagética poética que, muito bem, soubeste criar. Dizer que apreciei, já é redundante, porque sou apeciador da tua poesia.
    Beijos de amizade

    ResponderExcluir
  20. E assim, Marilene, seguimos nós deixando nossas marcas na trilha que seguimos. Bjos.

    ResponderExcluir
  21. E quem não chora, nem que seja sozinho,olhando o MAR e por este mesmo mar faz viagens introspectivas para fazer a VIDA nos valer e como você encerra - NADA MAIS... e nem precisa de mais nada...
    Lindo como todos os outros poemas teus.
    Lindo dia!
    Abraços

    ResponderExcluir
  22. Oi, Marilene. Muito lindo! Musical, compassado, ritmado. E lindamente magoado.

    ResponderExcluir
  23. Mari, que sensibilidade a tua menina!

    Versos saudosos... Saidos das entranhas da madeira, onde o frágil coração já com pouca força bate descompassado e triste.

    Linda, linda a poesia. Eu apaixonei... Ainda mais porque lembre o mar, uma de minhas paixões.

    mile baci bella!!

    ResponderExcluir
  24. Que lindas palavras carregada de emoção.
    Fico feliz em ter mais uma amiga poetisa.
    Beijinhos de luz.
    Lua
    http://naturezadeluanegra.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  25. Olá!
    Marilene
    O paralelo está muito bem colocado.
    embora possamos eventualmente tentar controlar o nosso barco, a nossa vida, não temos poder algum.Ajustar esse cronômetro é fundamental. Até que, um belo dia, a pintura começa a descascar e não tem mais “depois" para colocar uma nova cor.
    Bom dia
    Beijos

    ResponderExcluir
  26. É triste quando falta a adrenalina, o risco, a vontade, o desconhecido... e às vezes falta antes que "chegue a idade"

    bjos

    ResponderExcluir
  27. Oii Marilene, mesmo estando acompanhados qdo choramos, na realidade estamos sozinhos, a nossa tristeza e lamento só pode ser superada por nós e por mais ninguém, estamos sozinhos na nossa tristeza! Bjoooss

    ResponderExcluir
  28. Querida amiga

    No final de tudo
    o que sobrará será
    apenas nós,
    e a nossa imensurável
    solidão...

    Acorda a alegria em ti,
    como quem acorda a pessoa amada...

    ResponderExcluir
  29. Tudo nessa vida lentamente se desgasta, tem seu fim... Lindo e um pouco triste. Bjusss
    => Gritos da alma
    => Meus contos
    => Só quadras

    ResponderExcluir
  30. Bom que fiquem memórias, sinal que a vida não foi em vão.
    Muito profundo o seu poema.
    Beijinho Marilene
    cecilia

    ResponderExcluir
  31. Hola Marilene, gracias por tu visita a mi blog. Una poesía profunda llena de sentimientos, la vida siempre va hacia adelante…Nada termina.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  32. Que lindo poetisa!Um simples barco na solidão da praia é capaz de ser o centro de tão belo poema.Pura sensibilidade e inspiração.Encantaste-me.
    Flores mil para você.Bjs Eloah

    ResponderExcluir
  33. A lembrança, felizmente, é a companheira que fica para sempre.
    Como um velho barco, guardamos momentos felizes, e neles nos consolamos.
    Bela imagem, belo poema, em união perfeita!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  34. OI MARILENE!
    ESTE VELHO BARCO PODE REPRESENTAR A SAUDADE QUE CADA UM DE NÓS SENTE DO QUE PASSOU, PRINCIPALMENTE O QUE NOS MARCOU PROFUNDAMENTE.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  35. Oi Marilene,
    Tão bonito,a gente pode até sentir essas emoções do objeto barco,ou de um barco humano,parado,sem saber o que fazer ou o que esperar.
    adorei!
    abraço =)

    ResponderExcluir
  36. BOM DIA MINHA MENINA INTELIGÍVEL !!!!
    NESSA DERIVA DOS DOIS MUNDOS,ME FAZ SENTIR O VAZIO DE UMA SAUDADE,TRAZER NO PENSAMENTO O TUDO QUE FICOU GUARDADO...
    MENINA DO CÉU !!!!!
    VEJO A FORTALEZA NAS PALAVRAS QUE COMPÕE SEU LINDO POEMA...
    BJSSSSSSSSSSSSS

    ResponderExcluir
  37. Muito lindo, Marilene!
    Passou a imagem de uma inércia que por vezes toma a todos nós, a inércia da vida, uma espécie de "cansaço da espera", quando nossos dias parecem longos, porque nossos sonhos talvez estejam curtos... (apenas uma reflexão).

    Beijos e ótimos dias!

    Consegui voltar :)

    ResponderExcluir
  38. As lembranças dele foram morar no melhor lugar que poderiam: o mar! E a gente segue, inebriado, nas ondas da tua poesia, Marilene.

    Beijos, querida.
    Na medida do possível no meu arremedo de net, estou por aqui.

    ResponderExcluir

  39. Oi mana,

    Passei para reler este belo poema e não pude deixar de me fixar nos últimos versos, que mexeram realmente com as minhas emoções (fiquei pensando em nossa mãe e em como deve ser triste o "pouso forçado").

    Linda e aconchegante noite.

    Beijão.

    ResponderExcluir
  40. Passou com doçura e serenidade a ideia do fim.

    ResponderExcluir
  41. Acesse o link do GRUPO ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS. É só acessar e verificar no canto superior direito a mensagem (seguir este grupo). Clique em cima e participe enviando seus poemas, contos, crônicas, biografias culturais, projetos, eventos culturais, textos, sugestões de discos, livros, filmes, autores, etc.
    https://www.facebook.com/groups/149884331847903/

    ResponderExcluir

  42. Marilene
    Pulsante, profundo, tocante como o barco.
    Maravilhoso poema e ilustração.

    bjs.

    ResponderExcluir
  43. Acertas até quando teus versos falam de melancolia!
    Não há palavras suficientes para definir o teu talento. Ma-ra-vi-lho-sa!
    Beijooooo!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...