22 de maio de 2015

TEMPESTADE

(Anna La Mouton )

                                               

                                 Passa o vento ...
                                 Não há tempo
                                 Pra seguir seu movimento
                                 Corre... corre...
                                 Enquanto pela janela
                                 A lágrima escorre

                                 Leva folhas
                                 Quebra galhos
                                 Joga árvores ao chão.
                                 Forte, altivo,
                                 Seus passos não têm destino
                                 E parece em desatino
                                 Seu corpo de solidão

                                 Quando chega,
                                 Sussurros viram tambores
                                 Açoites da natureza
                                 Que desconhecem prisões.
                                 Liberto e incontrolável
                                 (Não nasceu pra ser amável)
                                 Não vê  dores, sofrimento
                                 Nem toda a destruição
                                 Que atrás de si vai deixando

                                 Passa o vento ,
                                 Mas não passa por passar,
                                 Desejava estar dormindo
                                 E o foram acordar,
                                 Despertou tão ressentido
                                 Que chegou para magoar ...

                                 E agora que já se foi
                                 Só resta olhar os escombros
                                 Colocar força na alma
                                 E a vida reconstruir,
                                 Sem fantasmas


                                                              Marilene





35 comentários:

  1. Um belo poema minha amiga.
    Um abraço e bom fim de semana.

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  2. Lindo e agora ,hora da reconstrução! Beleza, Marilene! Ótimo fds! bjs, chica

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  3. O vento não passa por passar... limndo isso. Todo o poema é lindo, Marilene. Parece que esse você fez olhando da janela. Parabéns.

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  4. Há toda uma tragédia na passagem desse vento que destrói, mas ao mesmo tempo há toda uma força de solidariedade na reconstrução! Bela visão de um novo dia! Renascer feito fênix - das cinzas!
    Belo e forte poema! Parabéns!
    Abraço.

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  5. Um poema triste,mas com muita sensibilidade.
    Bjs Marilene e um ótimo final de semana.
    Carmen Lúcia.

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  6. É raro referir as imagens escolhidas. Mas fica sabendo que é sempre brilhante, a escolha.
    O poema: o vento é mesmo assim - varredor, com mais ou menos meiguice. É da sua natureza assim agir. Contudo, em sentido figurado, é o elemento que mais se parece com o sonho, com a força de renascer ou fazer renascer...
    Belo, Marilene!
    Bjo :)

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  7. Nada podemos fazer quando a natureza decide mostrar a sua força.
    Nostálgico, triste e belo poema.
    Beijinhos
    Maria

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  8. Triste sim, devastador! Mas que bom que já passou, deixando lugar para um lindo sol que vai brilhar!
    Linda, e repleta de esperanças!
    Beijos,
    Mariangela

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  9. Sim, o tempo passa...
    Gostei muito do seu poema.
    Bjs

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  10. Olá Marilene ,

    Mais um Excelente Poema onde a força da Natureza ganha o seu justo protagonismo !

    Gostei muito desta sua verdadeira Arte de trabalhar as Palavras , dando o peso necessário ao lado realístico do cenário imaginativo .

    Um Abraço :)
    Votos de Um Bom Fim de Semana :)
    Luis Sousa

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  11. UFFFFFFFF. EXCELENTE CIERRE!!!!!!
    ABRAZOS

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  12. Brilhante e lindo, mana.
    O vento que passa forte e tudo destrói é o mesmo vento que limpa o ar para o bem estar da nossa saúde. Por outro lado, o vento que acompanha as tempestades da vida, afastam de vez os fantasmas que a assombram, fortalecendo a busca pela reconstrução e recomeço.
    Adorei a figura do corpo de solidão do vento.
    Sob o aspecto da natureza, o poetar sobre a força assustadora e destruidora do vento ofereceu um cenário dramático. Excelente!

    Beijo.

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  13. OI MARILENE!
    ESTE É O VENTO QUE ASSUSTA E DESTRÓI, MAS, TAMBÉM É ,O QUE SE TRANSFORMA EM BRISA PARA NOS AFAGAR.
    LINDO TEXTO.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  14. Fora dos poemas, às vezes, o vento é cruel...
    Gostei!
    Beijo, Marilene e Paz profunda!

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  15. Boa noite, Marilene.
    O vento causa imensa destruição de alma, leva todos os nossos sentimentos bons, umas esperanças, caminhos de amor, mas ele é tão intrigante, que ao mesmo tempo que padece e destrói fazendo isso em sua confusão e fúria, é reconstrutor, inicia com a brisa e aos poucos, refaz o que desarrumou num tempo que era necessário transbordar.
    Muito bom poema.
    Parabéns!
    Beijos na alma e linda semana que logo se inicia.

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  16. Um poema com a musicalidade da Natureza. Gostei muito.
    Um beijo.

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  17. Boa tarde Marilene :)
    Alguns ventos são devastadores,
    e causam grande alvoroço por onde passam.
    Mas quando existe a possibilidade
    do recomeço, tudo se transforma...
    seja na natureza ou em nossa vida.
    Bjs!

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  18. Amiga Marilene, essas tempesteadas sempre deixam marcas profundas, mas o segredo para as amenizar está em nos reconciliarmos com o vento.

    Um beijinho agradecido por este seu belíssimo poema

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  19. Mas depois das tempestades sempre vem o sol pra acalentar o coração. Lindo! bjsss
    http://rose-sousacoracaodefera.blogspot.com.br/

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  20. Gosto do vento... ele é necessario...

    Beijos...

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  21. Un poema hermoso y gratificante para el cuerpo y el alma.

    Gracias.
    Un Abrazo.

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  22. Bom dia, Marilene,
    os ventos quando se parecem com a brisa nos dão uma sensação confortável, porém quando
    vem a tempestade e leva o que temos, nos colhe vidas, nos arrebenta o coração, só nos resta chorar..
    Porém sempre há o sol para nos alegrar a alma. Grande beijo!

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  23. Olá Marilene ,
    Passsando para deixar um Abraço :)
    Luis Sousa

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  24. Maravilhoso!
    Tem amores assim, como o vento e tem ventos como amores que passam tão rápidos e que nos magoam tanto e outros que ficam para sempre.
    Lindo demais seu poema querida Marilene, como sempre é claro!

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  25. Tocante e profundo, Marilene. Prazeroso de ler. Bjs e bom fim de semana.

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  26. Poema lindo! Como é bom sentir que os ventos que anunciavam tempestades passaram e voltam novamente, soprando leves brisas, de esperança, de harmonia e paz.

    Quero agradecer suas palavras de carinho lá nos comentários. Minha mãe encontra-se bem agora, apenas com os probleminhas provenientes da idade. Tudo tranquilo. Um grande abraço.

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  27. A FORÇA DA NATUREZA QUE NÃO SE CONSEGUE CONTER LINDAMENTE DESCRITA.

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  28. Hay vientos desbastadores...pero siempre después de la tempestad llega la calma...
    Encantada de leerte.

    Un calido saludo

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  29. um poema que além de todos os seus sentires, é melódico.

    gostei muito!

    beijo

    :)

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  30. Olá, Marilene.
    Essa tempestade com tanto vento. Ah, o vento: indomável, terrível, malcriado! Que nos deixa em polvorosa.
    "Quando chega,
    Sussurros viram tambores" - bonito demais.
    Curioso, que também eu me "queixei" do vento, mas numa mera prosa e você escolheu a poesia para "se queixar" do mesmo travesso. As coisas boas da blogosfera é a gente ver "tantas formas de olhar" a mesma coisa.
    Seu poema é lindo, Marilene e repleto de melodia: vamos entrando nas palavras "ao ritmo do vento".
    bj amg

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  31. Não gosto nada de chuvas e tempestades,detesto vento,odeio trovoada!! Aqui em Portugal,no fim de muito calor em Maio,agora o mês de Junho começou com temperaturas frias,nossa,como detesto isso!! Beijinhos para ti e até breve!!

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