4 de junho de 2015

... E NOS CURVAMOS PELOS CAMINHOS

(Photography by Cristina Viscu)

                                                     


                          Falta-me a rima dos versos
                          No equilíbrio dos tropeços.
                          As quedas começam no berço
                          E desde então se repetem,
                          A contragosto                                                    

                          Por toda parte há escadas,
                          Buracos, desníveis nas calçadas.
                          O que se aprende em um dia
                          Perde-se no adormecer,
                          Acobertando a sabedoria
                          Antes tão fácil de ler

                          Mudamos de identidade?
                          Desprezamos as verdades?
                          Certo que não...
                          A noite de várias luas
                          Põe muitas sombras nas ruas
                          A confundir nosso olhar
                          E os segredos descobertos
                          Que nos parecem tão certos
                          Não impedem os tropeços                                               
                   
                          Podemos ficar eretos
                          Apenas de tempo em tempo,
                          Pois os desenhos do chão
                          Se apagam,
                          As ilusões se queimam,
                          Subitamente,
                          E o levantar se impõe,
                          Constantemente

                          Tudo é finito .
                          O saber do agora, do hoje,
                          Não abraça os imprevistos
                          Do amanhã ...
                          E voltaremos a nos curvar
                          Entre os caminhos


                                                        Marilene







38 comentários:

  1. .O amanhã sempre será uma incógnita.
    Adorável poema.
    beijogrande

    ResponderExcluir
  2. Um belo poema Marilene.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

    ResponderExcluir
  3. Que lindo e certo,Marilene...Quem saberá o que vem pela frente? Mas nos curvaremos novamente aos e pelos caminhos! Lindo feriado! bjs chica

    ResponderExcluir
  4. Muito bom Marilene! O futuro é inserto mas o que fazemos hoje pode tornar essa incerteza mais feliz.
    Voltei com o blog, hahahahaha. Férias longas...

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. Em nossa caminhada há sempre o que desviar física e emocionalmente...
    Abraço.

    ResponderExcluir
  8. Oi, Marilene,
    "As quedas começam no berço". Nada tão certo.
    A estrada, apesar de nada longa, contém muitos desvios e muitas curvas a evitar. O segredo é saber onde estão...
    bjus, carinho / paz. Bom feriadão!

    ResponderExcluir
  9. Oi Marilene,
    Esse poema encantador,
    é uma espécie de retrospectiva...
    Os tropeços desta vida,
    acontecem com frequência,
    mas ainda bem que pelo menos
    existe a possibilidade de se ficar
    ereto para prosseguir.
    Bjs!

    ResponderExcluir
  10. Marilene, a certeza que temos é que tudo é finito, o principal é termos sempre a noção que o mundo está sempre em mudança. Tudo o temos, como bom, nunca é um dado adquirido.
    Não deixo de enaltecer o conteúdo do poema.
    beijos!

    ResponderExcluir
  11. Saudades daqui e de seus versos!
    Como sempre você é inspiradíssima!
    Estou voltando aos poucos. Me recompondo dos problemas com
    doenças em família.
    Vim deixar o meu abraço!

    ResponderExcluir
  12. Olá mana,

    O poema é lindo e construído com muita sabedoria.
    A finalização foi perfeita.
    Tudo tem um fim e muitas coisas estão além de nós e de nossa vontade. Tudo muda, como as fases da lua. A imprevisibilidade nos circunda e nossas experiências e aprendizados não são capazes de nos tornar incólumes a nada. O importante é erguer-se sempre, pois os caminhos da vida serão sempre turbulentos para nos induzir a novos avanços. A escola da vida nos impõe aprendizados constantes.

    Vale lembrar o refrão da música " Nóis Enverga, Mas Não Quebra", de Gino e Geno:

    Nóis enverga, mas não quebra
    Nóis chacoalha e não derrama
    Nóis balança, mas não cai...

    (rsrsrsrsrsrs)

    Beijo.

    ResponderExcluir
  13. olá, Marilene.

    É verdade. Uma poesia linda, e fechada com frase de ouro.

    ResponderExcluir
  14. Lindo demais!
    Quem sabe do amanhã?
    Pois então vamos viver dia de hoje que é um grande presente de Deus.
    Lindos presentes querida Marilene e agradecida por sua sempre doce visita, bjs.

    ResponderExcluir
  15. Atrevido y Poderoso...
    Em esas formas cotidiabas formamos nuestro estilo.

    Un Abrazo.

    Gracias.

    ResponderExcluir
  16. Ninguém sabe o que está por vir.
    O importante é vivermos bem a cada instante, e deixarmos tudo nas mãos de Deus, para que Ele cuide do nosso amanhã!
    Um grande abraço Marilene, uma ótima tarde!
    Mariangela

    ResponderExcluir
  17. Los caminos que transitamos están llenos de baches , pero lo importante es si caes levantarse, de todo aprendemos el mundo esta en un cambio constante…

    Feliz fin de semana.

    Un cálido abrazo

    ResponderExcluir
  18. Tudo tem um fim mesmo, tanto a dor quanto a alegria. Até a vida. O fogo, a água, enfim... Achei esse seu poema belíssimo, Marilene. Bjs e bom fim de semana.

    ResponderExcluir
  19. Amiga Marilene, os tropeços que levamos na vida vai-nos curvando, pois o fardo muitas vezes é pesado demais.

    Um poema desencantado que nos mostra a realidade sob o olhar sensível de uma alma de poeta, a sua !

    um beijinho com o desejo de um bom fim de semana




    ResponderExcluir
  20. UN GRAN POST. MUY REFLEXIVO PARA MÍ.
    ABRAZOS

    ResponderExcluir
  21. Sim, a vida é um caminho que se vai revelando pelos dias... Gostei do poema.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  22. Grande caminho Poético, Marilene.
    Saber descobrir as diferenças entre o certo e seguro com o menos certo é o caminho das muitas luas.
    Parab+éns.



    Beijos



    SOL

    ResponderExcluir
  23. sim, mas a vida é tudo isso, e isso é viver...

    gostei do teu poema.

    boa semana.

    beijinho

    :)

    ResponderExcluir
  24. Um belo poema existencialista, que descreve que caminhar pela vida é sempre um
    aprendizado, um autoconhecimento e um conhecimento sobre este caminhar com
    todas as imprevisibilidades e enigmas.
    A vida não é fácil, mas é sempre bela com o olhar do poeta que a reflete...

    Uma semana inspiradora, Poetisa!
    Bjos.

    ResponderExcluir
  25. Olá Marilene,
    filosofia e poesia. Sabedoria e arte!
    Um abraço

    ResponderExcluir
  26. A vida é isso mesmo. Uma sucessão de quedas e levantamentos. Somos como os baldes de uma nora que ora estão em cima, ora lá no fundo.
    Um abraço

    ResponderExcluir
  27. Coisas nossas do cotidiano. Dias e Dias que você nos revela numa visão poética e singular, Adorei.
    bjs.

    ResponderExcluir
  28. Assim vamos passando pela vida...
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  29. Lindo tudo tem seu tempo, beijo Lisette.

    ResponderExcluir
  30. Curvando-nos e endireitando-nos, conforme os solavancos da vida.
    Há momentos que parecem eternos em que a curvatura nos parece
    perene. Mas haverá sempre o outro instante em que o espírito se
    alteia e recebemos o sopro divino de que carecíamos.

    Belo poema, cara Marilene, chamando-nos para a reflexão sobre os altos e baixos com que nos deparamos na nossa caminhada.

    Bj

    Olinda

    ResponderExcluir
  31. Curvando-nos e endireitando-nos, conforme os solavancos da vida.
    Há momentos que parecem eternos em que a curvatura nos parece
    perene. Mas haverá sempre o outro instante em que o espírito se
    alteia e recebemos o sopro divino de que carecíamos.

    Belo poema, cara Marilene, chamando-nos para a reflexão sobre os altos e baixos com que nos deparamos na nossa caminhada.

    Bj

    Olinda

    ResponderExcluir
  32. É uma verdade o que diz, especialmente no final. Nem todos aprendem, nem todos são capazes de ser um pouco mais humilde, a arrogancia é um veneno que cega.

    Bjs

    ResponderExcluir
  33. OI MARILENE!
    UMA VERDADE QUE ME LEVOU A PENSAR EM HUMILDADE, EM VER QUE, ENQUANTO SERES HUMANOS, NADA SOMOS PERANTE A FORÇA DE NOSSA NATUREZA FINITA E IMPLACÁVEL.
    LINDO AMIGA, EM VERSOS LINDOS VERDADES TÃO DURAS, MAS DAS QUAIS NÃO PODEMOS FUGIR.
    ABRÇS
    -http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  34. Um poema de constatação da mutação das coisas mas dessa constatação surge sempre algo de revelador que nos obriga a prosseguir caminho, porventura até com mais firmeza.
    Gostei muito, Marilene.
    BJO :)

    ResponderExcluir
  35. Juro que gostava de ter mais tempo disponivel para andar aqui e comentar regularmente...mas tal não é possivel, que o trabalho absorve-me quase todo o tempo do dia, no entanto é importante dizer-te que passo aqui quase todos os dias... para além de seres uma Senhora que escreve muitíssimo bem, és extraordináriamente simpática!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...