23 de junho de 2015

FANTASMAS

(by Hans Jochem Bakker)


                                            
                        Nosso amor foi alimentado
                        Por olhares e sussurros,
                        Em uma cumplicidade especial.
                        Nossas mãos se moviam
                        Em toques suaves
                        E não se perdiam no cuidado,
                        Que afastava a insegurança e o medo

                        Dormiam, profundamente, os fantasmas ...

                        Já não sei mais dizer
                        Quando a poda começou,
                        Quando as farpas passaram a machucar
                        E quando o sangue que nas veias corre
                        Se tornou frio

                        Os fantasmas começavam a acordar ...

                        O eternamente juntos,
                        Prazeroso, sonhado,
                        Pintado nas paredes
                        Que abraçavam nossas sombras
                        Em momentos de paixão,
                        Quebrou-se.
                        O espanto e o pranto se fizeram presente
                        E a primavera ficou no passado

                        Os fantasmas resolveram se mostrar ...

                        Será que ainda estamos vivos
                        Para o sentimento
                        Ou apenas nos assombramos,
                        Atrás das portas fechadas
                        Onde o amor aprisionamos?



                                                                  Quando se abandona o diálogo,
                                                                                           alimenta-se os fantasmas.


                                                      Marilene





32 comentários:

  1. Um belo poema com os fantasmas sempre a atrapalhar nossa vida.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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  2. Ah os fantasmas da nossa vida! Nem sempre é fácil esquecê-los.
    Muito bonito poema, Marilene.
    Bjs

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  3. Fantasmas ...è melhor que não se dê lugar pra eles...Eles podem atrapalhar até o mais lindo amor! Não vale a pena! Lindo poema! bjs, tuuuudo de bom,chica

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  4. Eu acho que aprisionamos nossos amores e aí parecem-nos fantasmas escondidos.
    Gostei muito Marilene.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  5. Amiga Marilene:

    Quando os fantasmas assombram uma relação, há que reacender a chama do amor vida e afugentá-los, senão tudo está perdido.

    Um beijinho com carinho

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  6. Marilene, como sempre, produziste um bonito poema, a traçar duas faces, possíveis, do amor. A positiva, a que sempre se deseja e a indesejável. Mas que cada vez mais, vai existindo.
    Beijos

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  7. Que a esta altura jão não metem medo !
    Gostei de passar por aqui,Marilene
    Muito bom!
    abraços

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  8. Olá, Marilene. Linda composição poética!
    Acho que os piores fantasmas, são os dos vivos...
    Grande abraço!

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  9. Boa noite Marilene,
    É verdade...onde há um diálogo franco,
    os fantasmas não costumam ter vez...
    Gostei da belíssima composição poética.
    Se existe amor e boa vontade,
    então ainda é possível reacender os sentimentos...
    Bjs!

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  10. UN TEMA CRUDO, PERO MUY REAL!!
    ABRAZOS

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  11. Marilene, é bom poder voltar ao seu recanto poético também! :))))
    E por sinal continua inspiradíssima! ♥

    Poema lindo, que mostra as duas facetas de um amor que poderia ter um final feliz..
    Este infelizmente se perdeu no tempo entre as sombras, entre a melancolia..
    Veio à tona, tudo o que os impedia de ir em frente, infelizmente...
    Sabe, mesmo diante deste infortúnio do casal ter ressuscitado seus fantasmas, ainda acredito no amor e que eles possam se recompor um dia...

    Lindo querida, sim vale a pena acreditar!!
    Beijos e uma semana linda, de muita luz, de muita vibração! ♥♥

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  12. Este teu poema é de uma beleza delicada e reveladora, que na
    profundidade descreve a paixão e o amor nos seus estágios,
    quando os arranhões emocionais no cotidiano se acumulam
    em fantasmas que emergem também o passado de cada um
    com seus machucados (traumas) e nisso cada um com suas
    defesas criam portas que as vezes se fecham, quando
    poderiam estar abertas para o diálogo e o reencontro...
    Gostei imensamente do poema e a imagem, sempre tão
    bem escolhida por ti.
    Cada vez mais um prazer enorme contactar com as tuas
    artes literárias (poesia e crônica) e fotografia.
    Bjos.

    Ps: Muito obrigada pelos teus lindos e profundos comentários no
    meu blog, é uma honra receber o teu olhar tão poético e sublime!
    És é uma querida...

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  13. Bom dia, Marilene, seu poema nos descreveu a realidade triste de todos os amores.
    É bom sonhar com um amor eterno, feliz, paixão avassaladora, olhares brilhantes de desejo de estar juntos sempre, mas a triste , a outra realidade se faz presente......
    Tudo fica no passado e bem distante. Fechamos a porta e vivemos infelizes. Parabéns pela sensibilidade em suas palavras . Grande abraço! Obs: Fiquei ausente ,mas estou de volta.

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  14. Olá Marilene ,
    Fantástico seu Poema , retratando o acordar dos fantasmas ... uma permanente possibilidade na realidade da vida de todos nós ...
    Obrigado pela sua Presença e pelas suas Palavras ... estou um pouco afastado da blogosfera , espero voltar em breve ...

    Um Forte Abraço
    Luis Sousa

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  15. Olá mana,

    Acho mesmo que a ausência do diálogo, principalmente quando há palavras a serem ditas, leva ao despertar dos fantasmas que costumam rondar um relação, ainda que bem construída e amorosa.
    Há silêncios que não cabem em determinadas circunstâncias, pois eles se transformam em mágoas e ressentimentos, prontos para assombrarem a relação com o passar do tempo. Daí, as 'farpas', que chegam como protesto, esfriando, em muitos casos, um relacionamento de amor.
    Todavia, onde há amor, haverá sempre a possibilidade de se reabrir as portas do entendimento, afastando-se, de vez, os assombrados fantasmas.

    Muito belo.

    Adorei a imagem.

    Beijão.

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  16. Marilene

    que dizer deste poema?!

    apenas que gostei muito e que a terminação em rodapé, ainda o enriqueceu mais.

    muito bom !

    beijinho

    :)

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  17. Maravilhoso poema, Marilene. O silêncio costuma ser uma porta aberta para fantasmas, mas não necessariamente. Quando há olhares reveladores, o silêncio é até um 'charme'. Mas sem diálogo a ponto de a intimidade virar estranhamento... Bjs

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  18. Querida amiga

    Eis uma pergunta difícil.
    Penso que a maior dor
    que sentimos
    é na percepção que estes fantasmas são reais.
    Que não desejam ir embora
    por mais que queiramos.
    Que permanecerão muito tempo
    em nossa vida,
    apagando estrelas
    de nossos céus.

    Um imenso abraço.

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  19. A incerteza do amor a alimentar o poema...
    Beijo.

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  20. O que poderia dizer está contido, expressivamente, na última estrofe, assim como nesta espécie de chave de ouro "Quando se abandona o diálogo/alimenta-se os fantasmas"...
    Assim, relevo o crescendo na estrutura do poema, acompanhando os passos que levam à morte do amor. E o silêncio é sombra e assombração...
    Parabéns por esta bela construção poética, Marilene.
    BJO

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  21. Oi Marilene,passando para lhe desejar um ótimo final de semana.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  22. Muito lindo e profundo seu poema querida Marilene.
    É a pura verdade, quando o diálogo acaba, nada resiste, nem o amor de outrora.
    Um abraço cara amiga e bom final de semana.

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  23. E o pior é que o aparecimento de fantasmas que assombram as nossas vidas é mais comum do que seria desejável. Aos poucos o amor vai desaparecendo bem como a consideração e o respeito um pelo outro. Aos poucos tornámo-mos em autênticos estranhos quando não em pessoas que quase se odeiam. Na verdade, o diálogo é a condição sine qua non para uma vida a dois de qualidade.

    Obrigada, Cara Marilene, por esta reflexão .

    Bj

    Olinda

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  24. De fato o diálogo é a melhor solução...
    O silêncio causa dúvidas e feridas as vezes inrrecuperáveis!!!
    Por que será que tem tanta gente com medo de dialogar?


    Bjussssssssssss

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  25. Olá, Marilene! Tem razão... um dos indício de que a relação se perdeu, a meu ver, é quando se perde a disponibilidade para falar, conversar, chegar a um ponto.
    Vejo que isso acontece após alguns acordos feitos e quebrados, após se esgotar a confiança de que o outro está mesmo tão disposto a retomar o caminho a dois quanto nós. É duro se desligar de quem em outro momento já nos fez feliz, mas necessário para que ambos consigam seguir em busca de felicidade se o convívio tornou-se frio e distante e não há mais espaço para o diálogo.
    Um abraço!

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  26. Marilene, o amor pode, em certas alturas, configurar fantasmas, por isso o lindo poema tem muita acuidade.
    Beijos

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  27. Os fantasmas quase nunca nos abandonam, estão sempre dentro das nossas dores e das nossas lembranças.

    Beijos!

    ;))

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  28. É a sensação que fica para muitos, ou para partes.
    Por isso que não se deve viver de passado se este não tiver mais conserto e, por conseguinte, volta.

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  29. Olá, Marilene.
    Poema doído, saído das entranhas que abrigam o desalento.
    Quando os fantasmas se tornam uma presença constante, o medo aumenta, a fuga é premente.

    bj amg

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  30. Olá Marilene ,
    Passando para reler e deixar um Abraço , e Agradecer as suas Palavras .
    Um Abraço
    Luis Sousa

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